segunda-feira, 21 de novembro de 2011
É uma caveira e do seu interior brotam rosas vermelhas. Olha para mim de olhar - literal e metaforicamente - vazio. Aquela composição representa, toda ela, toda a metafísica que há para saber. Rosas de um vermelho vivo, vibrante embatem na morta frieza daquele crânio. Ser as rosas ou a caveira? A morte consciente ou uma morte inocente e adiada. A rosa apodrece ao segundo, torna-se fétida, mas por agora, vive. Duas realidades decapitadas, uma morta e a outra com o fado traçado mas ainda vagamente pulsante. Sou toda a composição, a caveira e as rosas, a flor veemente e o crânio morto. Não há nada para dizer, não existe nada mais que a metafísica. Tudo é vida ou morte, ou tudo é morte sem ainda o saber. Como era inocente Alberto Caeiro... Talvez mais feliz, mas inocente.
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