terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Tempo. A concepção de tempo. A concepção de tempo e as suas consequências. A concepção de tempo e as suas consequências, não as da concepção, mas as do tempo. Imagine-se um rio. Um rio largo e profundo que corre sempre para a foz, um rio cujo fluxo contínuo nada pode parar. Os tic's precedem os tac's que precedem os tic's que precedem os tac's, e é sempre assim, sempre foi e sempre será. As escolhas que fazemos, aquelas pelas quais optamos a montante alteram o que acontece a jusante, quando optamos no tic, optámos o tac. E aqui estamos nós no preciso momento do orto, na génese de tudo. Imaginem-se agora as probabilidades infinitas, as multiplicações intermináveis, as derivações. Imaginem-se todas as escolhas, todas as esquerdas e direitas, todos os sim e todos os não, imagine-se. Todas as esquerdas e direitas, todos os sim, todos os não, tudo o que é acção, tudo o que acontece. As possibilidades são infinitas e não podemos rever todas as escolhas, somos filhos do acaso - literal e metaforicamente. A mais pequena acção, o mais pequeno atraso altera tudo o que irá ser. O mundo é esta grande mesa de jogo onde toda a humanidade e cada um dos indivíduos que a compõe lançam os dados, e no fim, soma-se tudo. Volta-se a atirar os dados, volta-se a jogar. A borboleta que bate asas somos todos nós. As dimensões paralelas suficientes para comportar todas as possibilidades do que poderia ser o agora seriam intermináveis. Vivemos num universo de infinito em todas as escalas, de todas as perspectivas e para todas as direcções. Somos o eco do acaso produzido pelas escolhas. Escolhas que não podem ser retomadas, que não podem ser alteradas e que noutra dimensão fazem de cada ser um ente total ou parcialmente diferente. As possibilidades foram, são e serão infinitas.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário